Google Ads ou Facebook Ads: qual o melhor para a sua empresa

A escolha não é sobre qual plataforma é melhor. É sobre a pessoa estar procurando o que você vende, ou ainda não saber que precisa disso.

Resposta direta

Não existe o melhor entre os dois, existe o certo para o seu momento. O Google Ads pega quem já está procurando o que você vende. O Facebook Ads mostra o seu anúncio para quem ainda não estava procurando nada, mas tem o perfil de quem compra.

A pergunta que decide é simples: as pessoas pesquisam ativamente pelo seu produto? Se pesquisam, comece pelo Google. Se elas só descobrem que precisam quando alguém mostra, comece pelo Facebook e pelo Instagram. Quem já vende nos dois raramente escolhe um só.

Qual é a diferença real entre Google Ads e Facebook Ads?

A diferença não está na plataforma, está no estado mental de quem vê o anúncio. No Google, a pessoa digitou uma dúvida ou uma necessidade e está com o problema na cabeça naquele instante.

No Facebook e no Instagram, ela estava vendo foto de amigo, vídeo e notícia. O seu anúncio aparece no meio disso. Ela não pediu, então o trabalho de convencer começa do zero.

Isso muda tudo: o tipo de texto que funciona, o tempo até a venda, o custo de cada clique e o que você deve esperar da primeira semana.

Google AdsFacebook e Instagram Ads
Estado da pessoaEstá procurandoEstá passando o tempo
O que fazCaptura demanda que já existeDesperta demanda que estava parada
Clique costuma serMais caroMais barato
Contato costuma serMais quente e mais rápidoMais frio e mais volumoso
Depende deTer gente pesquisando o termoTer criativo que segura a atenção
Segmentação fortePalavra digitada e regiãoInteresse, comportamento e semelhança

Repare na linha do clique. O clique do Google ser mais caro não quer dizer que ele seja pior. Muitas vezes ele custa mais e vende mais, porque quem clicou já queria.

Quando o Google Ads costuma render mais

Quando existe busca pelo que você faz. Serviço de urgência, problema com data marcada e compra que a pessoa pesquisa antes de decidir são os casos mais claros.

Encanador, chaveiro, dentista, advogado, conserto de eletrodoméstico, curso técnico, assistência de celular: ninguém descobre que precisa disso vendo Instagram, a pessoa procura quando o problema aparece.

Negócio local se encaixa bem aqui, porque a busca vem quase sempre com a intenção de resolver perto de casa. Nesses casos o anúncio trabalha melhor ainda quando o perfil da empresa no Google está organizado, com foto, horário e avaliações em dia.

Se o seu caso é esse, a porta de entrada natural é a gestão de Google Ads, que trabalha as palavras que a pessoa digita e a região que você atende.

Quando o Facebook Ads costuma render mais

Quando o produto é uma descoberta. A pessoa não sabia que aquilo existia, ou sabia e não estava pensando naquilo agora.

Moda, estética, decoração, alimentação, infoproduto, academia, clínica de procedimento eletivo e serviço com apelo visual costumam ir bem, porque a imagem e o vídeo fazem o trabalho de despertar o interesse.

Também é o caminho de quem tem ticket baixo e precisa de volume, e de quem quer aparecer com frequência para a mesma região até virar conhecido. O que separa o resultado nesse ambiente é o criativo, não o botão, e é por isso que impulsionar publicação não entrega o mesmo que anunciar.

Não sabe por qual dos dois começar?

A gente olha o seu tipo de venda, o ticket e a região, e diz onde a sua verba rende mais agora. Primeira conversa sem custo e sem compromisso.

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Dá para rodar os dois ao mesmo tempo?

Dá, e é o cenário mais comum em empresa que já tem constância. Os dois se completam: o Facebook apresenta a marca e o Google recolhe quem foi procurar depois.

O que não funciona é dividir uma verba pequena em duas frentes. Cada plataforma precisa de um mínimo de volume para sair da fase de aprendizado e mostrar o que consegue fazer, e verba partida pela metade costuma deixar as duas travadas no começo.

A conta de quanto cabe em cada frente vem do seu ticket e da sua margem, não de um valor de tabela. O caminho para chegar nesse número está no artigo sobre quanto investir em tráfego pago por mês.

Observação da nossa operação: nos diagnósticos que a gente faz, a escolha da plataforma quase nunca é o gargalo principal. Na maioria das vezes o problema está no destino do clique e no tempo de resposta ao contato que chega. Empresa que troca de plataforma sem arrumar isso costuma repetir o mesmo resultado no outro lugar. Isso varia por segmento e por tipo de oferta.

Por onde começar quando a verba é curta

  1. Descubra se existe busca pelo que você vendeUse o autocomplete do próprio Google e o planejador de palavras do Google Ads. Se aparecem buscas com a sua região, existe demanda esperando.
  2. Escolha uma frente sóConcentre a verba onde a resposta acima apontou. Uma plataforma com verba suficiente aprende mais rápido do que duas com verba pela metade.
  3. Prepare o destino antes de subir o anúncioWhatsApp com resposta rápida, página que explica a oferta, formulário curto. Anúncio bom com destino ruim gasta verba à toa.
  4. Ligue o rastreamentoSem conversão configurada, a plataforma otimiza para clique em vez de otimizar para contato, e você paga por movimento que não vira nada.
  5. Dê tempo antes de julgarAlguns dias de campanha não formam base para decidir. Troca diária de configuração devolve a campanha para o início do aprendizado.
  6. Só depois abra a segunda frenteQuando a primeira estiver com custo por contato estável e previsível, aí sim vale testar a outra plataforma.

Os erros mais comuns na hora de escolher

  • Escolher pelo clique mais barato. Clique barato que não vira contato é o gasto mais caro que existe.
  • Escolher pela plataforma que você usa. O seu hábito pessoal não diz nada sobre onde está o seu cliente.
  • Copiar o concorrente. Você não sabe se o que ele faz está dando certo, nem qual a margem dele.
  • Rodar nos dois com verba mínima. Divide o aprendizado e atrasa o resultado nas duas frentes.
  • Desistir na primeira semana. Campanha nova passa por um período de calibragem antes de estabilizar.
  • Medir curtida em vez de contato. Engajamento não paga conta. O número que importa é quanto custou cada contato e quantos viraram venda.

E se eu não souber responder se existe busca?

Dá para checar sozinho. O Google mantém o planejador de palavras-chave aberto para quem tem conta, com a documentação oficial no suporte do Google Ads, e ele mostra o volume de busca por termo e por região.

Se aparecer volume relevante para o que você vende, a demanda já existe e o seu trabalho é aparecer na frente dela. Se não aparecer quase nada, a conta muda: você vai precisar apresentar o produto antes de vender, e aí a gestão de Meta Ads tende a fazer mais sentido como ponto de partida.

Se depois desse teste a resposta continuar confusa, é sinal de que o problema não é a escolha da plataforma, e sim a definição de quem é o cliente e do que exatamente está sendo oferecido. Esse é o assunto do artigo sobre como conseguir clientes pela internet.

Quer saber onde a sua verba rende mais?

A gente analisa o seu tipo de venda, o ticket e a região, mostra em qual plataforma começar e monta a campanha com o rastreamento ligado desde o primeiro dia.

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Perguntas frequentes

Depende de existir busca pelo que você vende. Onde a pessoa procura ativamente, como serviço de urgência e conserto, o Google costuma vender mais rápido. Onde a compra nasce de uma descoberta, como moda e estética, o Facebook e o Instagram costumam render mais.

O clique no Facebook e no Instagram costuma sair mais barato que o do Google. Isso não significa custo menor por venda, porque o clique do Google vem de alguém que já estava procurando. O número que vale comparar é quanto custou cada contato que virou cliente.

Pode, mas só faz sentido se a verba comportar as duas frentes com volume suficiente. Verba partida pela metade deixa as duas campanhas travadas na fase de aprendizado. Com orçamento curto, concentre em uma plataforma e abra a segunda quando a primeira estabilizar.

Campanha nova passa por um período de calibragem antes de estabilizar o custo por contato. Julgar por alguns dias leva a conclusão errada, e mexer na configuração todo dia devolve a campanha para o começo do aprendizado. Deixe rodar e compare períodos parecidos.

Para a maior parte das campanhas de pesquisa, sim, porque o clique precisa cair em algum lugar que explique a oferta. Existem formatos ligados ao perfil da empresa no Google que funcionam sem site, mas eles atendem menos casos e limitam o que dá para medir.

Não necessariamente. Você não sabe se a campanha dele dá resultado, qual a margem dele nem quanto ele investe. Copiar concorrente é o atalho mais comum para gastar verba testando algo que talvez nem esteja funcionando do outro lado.